
15 erros comuns em licitações públicas e como evitar
- Lici

- 26 de nov. de 2025
- 7 min de leitura
Participar de processos licitatórios pode abrir portas para um novo universo de oportunidades para empresas de todos os portes. Contudo, ainda são muitos os desafios devido aos frequentes equívocos cometidos durante o processo. A LicitEduca, atuando diretamente com empresas de vários portes, identifica nas dúvidas dos gestores o reflexo dos principais deslizes encontrados nas concorrências públicas. Partilhar este conhecimento pode transformar o modo como as empresas encaram o mercado governamental e garantir resultados melhores.
Por que conhecer os principais erros é tão relevante?
Estudos da Tribunal de Contas da União apontam que 86,4% das licitações recentes registradas no país apresentaram inconsistências ou falhas. Isso mostra que, além da atenção à legislação, há grande espaço para aperfeiçoamento dos processos das empresas que querem fornecer ao setor público. Conhecer e evitar esses atolamentos pode ser o diferencial entre ganhar ou perder uma disputa – ou pior, entre crescer e ser penalizado.
1. Falhas na documentação
Este é, frequentemente, o primeiro obstáculo na participação em licitações. Muitos empresários subestimam a quantidade e complexidade de documentos exigidos por editais públicos. Um dos relatos comuns que chegam para a LicitEduca acompanha a seguinte situação: empresa investe semanas preparando a proposta técnica, mas esquece um simples Atestado de Capacidade Técnica.
Erros, rasuras, ausências de carimbo, assinaturas eletrônicas fora do padrão ou validade de certidões vencida podem eliminar um licitante logo de início. A organização prévia e conferência de toda a documentação são indispensáveis para evitar esse tropeço.
2. Leitura superficial do edital
Diante de editais extensos e detalhados, é comum que gestores optem por uma leitura rápida ou procurem apenas os pontos que consideram principais. No entanto, muitos requisitos estão “escondidos” em anexos ou parágrafos menos óbvios.
Um exemplo clássico que vemos na LicitEduca envolve a exigência de visitas técnicas, que pode estar em um item fora da “habilitação”, pegando muitos participantes de surpresa. Ler o edital – e reler sempre que necessário – é o primeiro passo para o sucesso.
3. Composição de preços inadequada
Muitas propostas são desclassificadas por cálculos equivocados ou preços fora dos parâmetros de mercado. Algumas empresas, querendo se destacar, apresentam valores muito baixos na tentativa de conquistar pela oferta – mas se esquecem de custos adicionais previstos na contratação pública, como tributos, encargos trabalhistas ou logística específica.
Segundo relatórios da Controladoria-Geral da União, orçamentos subestimados aparecem em mais da metade dos processos com irregularidades. O segredo está em orçar de maneira criteriosa, agregando todas as despesas e seguindo o que a legislação recomenda.
4. Propostas inexequíveis
Quando uma empresa propõe executar o objeto com valores ou prazos que fogem à realidade, expõe-se ao risco de inexecução e penalidades. É uma armadilha recorrente, especialmente em pregões eletrônicos. O prejuízo, nesse caso, vai além da desclassificação: compromete a reputação e pode gerar multas.
A elaboração da proposta deve sempre considerar as condições do edital e a real capacidade técnica, física e financeira da empresa, além de eventuais imprevistos.
5. Desatenção na fase de habilitação
Na etapa de habilitação, detalhes fazem toda a diferença. Um erro comum é a anexação de documentos trocados, validações realizadas de forma equivocada ou, ainda, a confusão quanto ao uso dos meios eletrônicos.
Analise cada exigência, confira prazos e formatos, e não subestime pequenos detalhes.
6. Falta de planejamento licitatório
Participar de uma licitação sem planejamento pode levar ao fracasso. Faltam, muitas vezes, estudo de mercado, definição de margens e logística compatível com a execução contratual.
Empresas que planejam suas ações licitatórias aumentam exponencialmente as chances de sucesso. O acompanhamento de oportunidades deve ser estratégico e não impulsivo.
7. Ausência de atualização sobre legislação
A legislação das licitações é dinâmica e requer atualização constante dos envolvidos. Mudanças recentes, como a nova Lei de Licitações, trouxeram novos procedimentos, alterações de prazos e exigências inéditas.
Ignorar atualizações pode resultar em perda de pontos, desclassificação ou até mesmo sanções administrativas.
8. Erros na utilização dos portais eletrônicos
O pregão eletrônico, sendo realidade em boa parte das compras públicas, frequentemente causa confusão em quem não está habituado. A falta de treinamento e de testes prévios leva a envios errados, perda de prazos e informações incompletas.
Exemplo disso foi relatado em certo processo, em que o representante esqueceu de anexar o arquivo principal durante a disputa. O prejuízo foi instantâneo: desclassificação.
9. Falhas na análise de recursos e impugnações
Quando se depara com um edital falho ou decisão equivocada da comissão, muitos empresários não sabem como redigir um recurso ou impugnação. Outros perdem o prazo ou apresentam argumentos genéricos, sem fundamentação adequada.
A capacidade de recorrer corretamente pode mudar completamente o rumo da disputa.
10. Ausência de acompanhamento do processo
Após o envio de propostas, há quem “esqueça” de acompanhar as publicações de atas, convocações ou mudanças nos cronogramas. Licitações podem sofrer adiamentos, inclusões de documentos ou abertura de prazos para esclarecimentos.
O acompanhamento constante permite a pronta reação a novos fatos e reduz chances de descuido.
11. Não analisar o histórico de licitações anteriores
Ignorar dados de processos já realizados limita a elaboração de estratégias. Saber como o órgão se comporta, as médias de preços, as empresas vencedoras ou motivos de desclassificação traz aprendizados valiosos.
Segundo estudos publicados nos Cadernos de Finanças Públicas, técnicas de inteligência artificial já são aplicadas para mapear tendências, prever fraudes e fortalecer o controle, incentivando análises detalhadas para embasar cada novo lance.
12. Falta de capacitação da equipe
Mesmo em empresas experientes, falhas persistem quando a equipe envolvida na licitação não recebe treinamentos regulares. As regras mudam, os sistemas são atualizados, as exigências se transformam.
Ações de capacitação periódicas já se mostraram capazes de reduzir drasticamente o índice de erros relatados por empresas atendidas pela LicitEduca.
13. Excesso de confiança e informalidades
Empresas com histórico de vitórias podem cair na armadilha da autossuficiência. Pequenos deslizes na formalidade, ou confiar “na sorte”, precipitam desclassificações inesperadas.
Na administração pública, o rigor documental e o cumprimento à risca das normas são premissas inegociáveis.
14. Esquecer dos prazos principais e secundários
Prazos de esclarecimento, de apresentação de recursos, envio de documentos complementares e retirada de contratos: tudo deve ser monitorado, mesmo os que parecem de menor importância.
Muitas empresas investem energia para preparar a proposta, mas acabam perdendo contratos por descuido no pós-julgamento.
15. Não compreender os riscos das penalidades
A dispensa indevida do processo licitatório é, ainda hoje, um dos principais problemas em compras públicas, conforme a Controladoria-Geral da União. Mesmo pequenos erros podem resultar em multas, suspensão de participar de licitações futuras e danos à imagem institucional.
Compreender os riscos é proteger o crescimento e a reputação da empresa.
Como minimizar os riscos e garantir melhores resultados?
A prática constante de revisão de processos, o uso de planilhas de controle, checklists e a busca por orientação com especialistas são estratégias indicadas para qualquer porte de empresa. Além dessas, algumas recomendações complementares incluem:
Realizar simulações internas de participação em licitações, para testar os fluxos e a integração entre setores.
Delegar responsabilidades claras para cada etapa do processo licitatório.
Pesquisar jurisprudências recentes e compartilhá-las com a equipe.
Documentar todas as comunicação com o órgão público, registrando protocolos e e-mails enviados.
Dicas simples para não errar na próxima licitação
Leia integralmente o edital e todos os anexos pelo menos duas vezes.
Construa um checklist atualizado com cada item solicitado.
Acompanhe diariamente o andamento do processo, inclusive fins de semana em casos de pregão eletrônico.
Invista tempo em capacitação. A LicitEduca oferece treinamentos direcionados, inclusive com simulações práticas, que facilitam esse aprendizado.
Mantenha seu cadastro e documentação sempre atualizados.
Não hesite em impugnar editais que estejam com exigências irregulares.
Conclusão: Como transformar erros em aprendizado e crescimento
Participar de processos licitatórios envolve, sim, muitos detalhes e o risco de cometer falhas. No entanto, cada erro detectado, corrigido e evitado se transforma em uma nova chance para obter contratos públicos de maneira ética e segura.
O aprimoramento contínuo dos processos internos, o estudo atento dos editais e o cuidado com a documentação vão, pouco a pouco, criando uma rotina vencedora.
Para empresários que desejam entrar ou se destacar no mercado público, aprofundar a capacitação é o grande diferencial. A LicitEduca está pronta para orientar e capacitar, mostrando como trilhar um caminho mais seguro, rentável e sustentável na relação com o setor público.
Conheça as soluções exclusivas para treinamentos, consultoria e assessoria que vão preparar sua empresa para participar e vencer as próximas licitações. Encare os desafios e transforme cada obstáculo em aprendizado com o apoio do time da LicitEduca.
Perguntas frequentes sobre erros em licitações públicas
Quais são os erros mais comuns em licitações?
Os erros mais relatados incluem falhas na documentação, leitura insuficiente do edital, composição de preços errados, propostas inexequíveis, descumprimento de prazos, falhas no uso de sistemas eletrônicos e desatenção à atualização das regras. Além disso, falta de planejamento e ausência de capacitação das equipes também figuram entre os principais deslizes.
Como evitar falhas em processos licitatórios?
Para evitar falhas, o ideal é ler detalhadamente o edital, organizar a documentação com antecedência, revisar minuciosamente preços e prazos, acompanhar cada etapa do processo e investir em treinamentos regulares. O uso de checklists e a busca por orientação com especialistas, como a LicitEduca, facilitam o processo e diminuem riscos.
O que causa desclassificação em licitações públicas?
Desclassificações podem ser causadas por documentação incompleta, certidões vencidas, orçamentos inexequíveis, propostas fora do padrão exigido, não atendimento a critérios específicos do edital e tentativas de burlar regras do processo. O descuido nos meios eletrônicos e o envio de arquivos errados também são causas recorrentes.
Como corrigir um erro em uma licitação?
A depender do tipo de erro, é possível apresentar esclarecimentos, recursos administrativos ou impugnações dentro dos prazos definidos no edital. O importante é fundamentar muito bem os argumentos e enviar toda a documentação adicional que comprova a regularidade da empresa. O acompanhamento constante dos canais oficiais faz diferença para agir rapidamente.
Erros em licitações podem ser punidos?
Sim. Dependendo da gravidade, as penalidades vão desde advertências e multas até a suspensão ou proibição de contratar com o poder público. Pequenos deslizes podem ser corrigidos, mas casos de fraude, simulação ou direcionamento encontram punição mais rígida. O respeito às normas e à transparência é fundamental.



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