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Produtos que o Governo Mais Compra: Guia para Licitações

  • Foto do escritor: Lici
    Lici
  • há 6 horas
  • 7 min de leitura

Boa parte das empresas brasileiras já pensou em vender para o governo alguma vez. Afinal, o setor público é um dos maiores compradores do país e move um mercado bilionário. Entender o que as instituições públicas mais demandam, como funcionam as compras governamentais e como sua empresa pode entrar nesse universo são os primeiros passos para conquistar contratos públicos e aumentar o faturamento.

O intuito deste artigo é explicar, de modo prático, quais são os bens e serviços mais recorrentes nas licitações públicas, apresentar critérios que conduzem essas escolhas e mostrar o caminho para quem deseja expandir negócios com vendas para órgãos governamentais. A LicitEduca acompanha de perto os movimentos do setor, oferecendo consultoria e orientações para descomplicar o acesso e ajudar empresas de todos os portes a conquistarem espaço nesse cenário.


O que impulsiona as compras do governo?


O governo movimenta todos os tipos de mercados, com demandas contínuas e oportunidades abertas o ano inteiro.

A administração pública de todas as esferas, federal, estadual e municipal, é obrigada por lei a realizar compras por licitação, respeitando princípios de igualdade, transparência e vantajosidade. Mas a necessidade de suprimentos e serviços é determinada principalmente pela manutenção de escolas, hospitais, obras, programas sociais e setores administrativos. Empresas de diferentes segmentos podem se beneficiar, pois há oportunidades para alimentação, materiais diversos, tecnologia, veículos e serviços técnicos, dependendo do foco do órgão e do orçamento disponível.A frequência de compras e o volume de cada setor seguem tendências anuais, alterações orçamentárias e políticas públicas em vigor.


Principais segmentos adquiridos pelo setor público


O universo das licitações é amplo, mas alguns itens e serviços aparecem repetidamente como demandas dos governos. Segundo dados levantados em relatórios de compras do portal Compras.gov.br, praticamente toda a gama de insumos necessários ao funcionamento do país passa, em algum momento, por uma licitação.

  • Alimentos e gêneros alimentícios: Cestas básicas, merenda escolar, carnes, frutas, arroz, leite e muitos outros itens de alimentação figuram entre os mais licitados em todo o brasil, suprindo desde escolas até presídios e hospitais.

  • Materiais de escritório: Papel A4, canetas, impressoras, toners, pastas, clipes e outros consumíveis administrativos têm grande recorrência para manutenção dos inúmeros setores públicos.

  • Medicamentos e produtos de saúde: Antibióticos, vacinas, seringas, fios cirúrgicos, descartáveis, kits hospitalares e testes diagnósticos aparecem nos editais de secretarias de saúde e hospitais universitários.

  • Equipamentos de informática e eletroeletrônicos: Computadores, notebooks, monitores, projetores, switches, servidores e softwares são recorrentes em licitações ligadas à modernização de processos e digitalização.

  • Veículos e peças automotivas: Ambulâncias, ônibus, caminhonetes, viaturas, com frequência acompanhados de aquisições de pneus, baterias e revisões preventivas.

  • Materiais de construção: Areia, cimento, tijolos, tintas, ferramentas, telhas, pisos e madeira, para pequenas reformas até obras de grande porte.

  • Produtos de limpeza e higiene: Desinfetantes, papel higiênico, sabão em pó, álcool, detergentes e sanitizantes são essenciais para escolas, hospitais, repartições e clínicas.

  • Serviços técnicos especializados: Limpeza, vigilância, manutenção predial, consultorias, tecnologia da informação, transporte, comunicação e treinamento, englobando demandas rotineiras dos entes governamentais.

A cada edital, a quantidade demandada destes produtos pode variar, mas eles aparecem constantemente entre as categorias mais contratadas via licitação nas esferas federal, estadual e municipal.


A importância da regularidade fiscal e documentação atualizada


Para participar de qualquer modalidade, é indispensável manter toda a papelada em dia. Empresas que buscam vender ao governo precisam apresentar certidões negativas, documentos societários, atestados de capacidade técnica e comprovações de regularidade fiscal. Assim, aumentam a confiabilidade perante as comissões e não perdem oportunidades por questões burocráticas.

Outro ponto fundamental é checar os requisitos específicos detalhados em cada edital. De acordo com o conteúdo publicado pela LicitEduca sobre como vender para o governo, a fase de habilitação pode exigir documentos adicionais, tornando prudente manter a documentação sempre atualizada e revisada periodicamente.


Como é o processo licitatório?


A licitação é o caminho formal utilizado pelo poder público para selecionar fornecedores. Existem diferentes formatos, mas as principais etapas costumam seguir um roteiro próximo:

  1. Lançamento do edital: O órgão público divulga o edital, detalhando condições, exigências técnicas, prazos e modelos de apresentação de propostas.

  2. Entrega de documentação e lances: Empresas interessadas encaminham os documentos exigidos e suas ofertas.

  3. Julgamento: Autoridades do setor realizam análise técnica, de preço e regularidade.

  4. Homologação: Após a escolha do vencedor, há um período de recursos, e, se não houver questionamentos, ocorre a homologação do resultado para assinatura do contrato.

O pregão é o tipo de licitação mais utilizado hoje no Brasil, principalmente em formato eletrônico, sendo aplicado em mais de 90% das compras públicas estaduais, segundo diversos dados oficiais publicados como em estudo sobre a economia pública estadual. Também existe concorrência, tomada de preços e convite, cada uma destinada a diferentes faixas de valor ou especificidades de produto.

Mais detalhes sobre as modalidades podem ser encontrados no conteúdo detalhado publicado pela LicitEduca chamado tipos de licitação no Brasil, que esclarece as diferentes regras e faixas de aplicação.


Quais segmentos aparecem mais nas licitações?


Os segmentos favoritos nos editais públicos refletem o cotidiano interno de órgãos e políticas sociais implementadas.

Destacam-se especialmente:

  • Educação: Merenda escolar, materiais didáticos, equipamentos de informática e mobiliário.

  • Saúde: Medicamentos, produtos hospitalares, ambulâncias e estrutura para campanhas de vacinação.

  • Administração: Documentos impressos, software de gestão, utensílios de limpeza.

  • Obras públicas: Materiais e serviços para pequenas reformas locais até projetos de infraestrutura.

A variedade é grande, e o volume destinado a cada setor depende do orçamento aprovado para o ano, das metas do governo e das prioridades em curso. De acordo com análise do portal de notícias do Paraná, somente em 2024 foram quase R$ 2 bilhões em aquisições estaduais de micro e pequenas empresas, representando 78,4% das licitações no estado, incluindo produtos que vão desde insumos alimentares até tecnologia e obras leves.


Como encontrar oportunidades e acompanhar editais?


O monitoramento dos editais é indispensável para quem deseja faturar com vendas governamentais. Acompanhar as publicações diárias e analisar os requisitos com atenção amplia as chances de participação.

O portal Compras.gov.br é a principal plataforma de divulgação, reunindo milhares de oportunidades atualizadas. Estados e municípios também utilizam sistemas próprios, como o Licitações-e e portais regionais. Segundo o governo federal, foram realizados mais de 40 mil pregões eletrônicos apenas em um ano em estados e municípios, superando as quantidades da Administração Pública Federal.

A LicitEduca publica periodicamente dicas para pesquisa e acompanhamento de editais, como apresentado em conteúdo sobre pesquisa de editais para vender ao governo, mostrando métodos que empresas de todos os portes podem adotar para não perder prazos e novidades.


Como pequenas empresas podem se destacar nas licitações?


Os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Gestão mostram o avanço do protagonismo das micro e pequenas empresas nas contratações públicas, saltando de 65,3% em 2022 para 82,6% em 2024. Há ações afirmativas, incentivos e cotas reservadas, especialmente no segmento de alimentação, obras locais e prestação de serviços.

Para crescer nas vendas aos governos, microempresas devem:

  • Manter-se atualizadas quanto à documentação fiscal e cadastral.

  • Investir no domínio das regras do edital e na leitura detalhada das exigências técnicas.

  • Preparar propostas que unam preço competitivo e qualidade, como destacado em propostas de preço competitivo.

  • Aproveitar cursos e treinamentos sobre licitações, como os oferecidos pela LicitEduca, para tirar dúvidas e se posicionar melhor.

  • Utilizar plataformas como o Compras.gov.br para filtrar oportunidades segmentadas.

Para cada tipo de empresa, existe uma chance concreta de sucesso no mercado público, basta persistência, preparo e entendimento das regras.

Dicas práticas para melhorar propostas e ampliar resultados


Para aumentar as chances de vencer concorrências públicas, alguns passos são recomendados:

  • Personalize a proposta conforme o edital, demonstrando que o seu produto ou serviço atende todos os detalhes do termo de referência.

  • Use catálogos, especificações técnicas claras e organize a documentação em pastas para facilitar a análise.

  • Estude contratos anteriores e o histórico de compras da instituição, acessando bases públicas de informações.

  • Pratique preços justos, considerando o mercado, sua estrutura de custos e os limites impostos pelo edital.

  • Mantenha contato regular com o setor de compras para tirar dúvidas e agilizar pendências.

Cada detalhe conta: do preço ao anexo técnico, passando por prazos, garantias e flexibilidade para atender o cliente público.

Otimização de estratégias para acompanhar tendências


Estar atento ao ritmo de compras do governo é fundamental. Os dados publicados pelo Compras.gov.br mostram que já são mais de 700 mil fornecedores cadastrados no sistema, e mais de 4 mil municípios integrados, abrangendo mais de 90% da população. Isso demonstra um mercado muito amplo e competitivo, com oportunidades para todos que buscam se profissionalizar.

Conteúdos como o guia de vendas B2G publicado pela LicitEduca detalham estratégias de longo prazo, tendências setoriais e como diferenciadores, como logística eficiente e certificações, podem elevar o posicionamento da empresa diante dos órgãos públicos.


Conclusão


Vender para o governo é, para empresas de todos os tamanhos, uma janela de oportunidades recorrentes, diversificadas e regidas por regras claras. Saber quais são as categorias mais buscadas nas licitações públicas, desde alimentação, medicamentos, materiais diversos, até serviços especializados, cria vantagens para quem se prepara, organiza a documentação e acompanha editais com frequência.

A LicitEduca oferece suporte completo, consultoria, treinamentos e conteúdos que facilitam a inclusão e o sucesso de novos fornecedores nesse setor. Se a sua empresa quer disputar espaço em um dos maiores mercados do país, entender o comportamento de compras do governo é o primeiro passo. Procure a LicitEduca e descubra como acessar todo o potencial desse universo público, conquistar contratos e impulsionar o faturamento de forma sólida.


Perguntas frequentes



Quais os produtos mais comprados pelo governo?


Entre os itens mais demandados estão alimentos, materiais de escritório, medicamentos, produtos hospitalares, equipamentos de informática, veículos, materiais de construção, artigos de limpeza e serviços técnicos. O ranking pode variar por tipo de órgão e programa, mas esses grupos estão sempre entre os mais frequentes nos editais.


Como participar de licitações para produtos governamentais?


O primeiro passo é acompanhar editais, manter a documentação em dia e analisar os requisitos com atenção. Empresas devem cadastrar-se em portais de compras públicas, como o Compras.gov.br, além de estudar modalidades licitatórias e preparar propostas técnicas e comerciais detalhadas. Cursos e treinamentos como os da LicitEduca podem ajudar no entendimento do processo.


Vale a pena vender para o governo?


Sim, especialmente pelo volume de compras, regularidade da demanda e possibilidade de ganhos em larga escala. O setor público é um cliente que paga dentro dos prazos legais e oferece estabilidade nos contratos. Micro e pequenas empresas, inclusive, têm crescido muito como fornecedores oficiais.


Onde encontrar editais de compras públicas?


Os principais editais estão no portal Compras.gov.br, mas também podem ser consultados nos sites das secretarias estaduais, municipais e portais regionais de licitações. Filtros de busca auxiliam na seleção das melhores oportunidades para cada segmento.


Quais documentos preciso para vender ao governo?


Os principais documentos exigidos são: certidões negativas (tributárias, trabalhistas), comprovantes de regularidade junto à Fazenda, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), atestados de capacidade técnica, contrato social e documentação de representantes legais. Além disso, cada edital pode detalhar exigências adicionais conforme o objeto licitado.

 
 
 

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