
Tipos de licitação no Brasil: conheça os modelos e regras
- Lici

- 24 de out. de 2025
- 5 min de leitura
Licitações públicas no Brasil abrem caminho para empresas de todos os portes venderem para governos. Com diversas modalidades e regras detalhadas pela legislação, entender as opções disponíveis é o primeiro passo para participar com segurança e aumentar o faturamento. Neste artigo, você vai descobrir os principais tipos de licitação, suas diferenças e as novas regras trazidas pela Lei nº 14.133/2021, informação fundamental para quem deseja atuar nesse segmento.
Base legal das licitações: como a lei evoluiu
Ao longo dos anos, as regras de licitação pública foram se adaptando para atender melhor aos interesses da sociedade e à busca por mais transparência. Por muito tempo, a Lei nº 8.666/1993 foi o pilar das contratações públicas. Depois, surgiu a Lei nº 10.520/2002, que criou o pregão, agilizando processos para bens e serviços comuns. Mais recentemente, a Lei nº 14.133/2021 trouxe mudanças profundas, instituindo um marco regulatório moderno e mais aberto à tecnologia. De acordo com informações do Portal da Transparência, passam a valer critérios mais claros para cada modalidade e o incentivo ao uso de plataformas eletrônicas como o Compras.gov.br.
Modelos de licitação: conheça as principais modalidades
Cada modalidade de licitação possui regras específicas, prazos e critérios que afetam diretamente as estratégias das empresas participantes. Segue a apresentação dos modelos previstos na legislação, conforme detalhado na nova lei e em fontes oficiais:
Concorrência: contratação para grandes valores e obras
A modalidade de concorrência é voltada para contratos de maior vulto e obras complexas. Essa é utilizada quando o valor ou a complexidade do objeto obriga um processo amplo, está aberto para qualquer interessado que atenda às exigências legais. A seleção pode acontecer por menor preço, técnica e preço ou melhor técnica, conforme o art. 28 da Lei nº 14.133/2021. Entre as vantagens estão a ampla competitividade e maior publicidade. A Pesquisa da Revista do Serviço Público mostra como esse processo exige alto preparo das empresas, mas pode ampliar oportunidades.
Pregão: rapidez no processo para bens e serviços comuns
O pregão, seja presencial ou eletrônico, foi criado para simplificar e dar mais agilidade à contratação de bens e serviços comuns, englobando boa parte das compras de órgãos públicos. O pregão eletrônico se tornou o mais utilizado, pois permite a participação remota de empresas de todo o país, o que aumenta a concorrência. O julgamento, conforme previsto pelo art. 4º da Lei nº 10.520/2002 e art. 28 da nova lei, ocorre sempre pelo menor preço. Estudos da Enap apontam que, apesar do modelo rápido, o preço final é mais influenciado pela concorrência do que pela modalidade em si.
Concurso: seleção para trabalhos técnicos, científicos ou artísticos
O concurso de licitação é usado quando o objetivo é selecionar projetos, trabalhos ou serviços técnicos, científicos ou artísticos. Bastante aplicado em premiações e projetos culturais, permite a avaliação por uma banca especializada. O julgamento considera critérios de melhor técnica ou conteúdo, segundo o art. 28 da Lei nº 14.133/2021. Essa modalidade abre espaço para inovação e criatividade, valorizando a qualidade do trabalho apresentado.
Leilão: alienação e venda de bens públicos
No leilão, o objetivo é vender bens móveis inservíveis, imóveis públicos ou produtos legalmente apreendidos. Todos podem participar, bastando cumprir as exigências do edital. O critério é o maior lance, garantindo que o bem seja vendido a quem oferecer o valor mais alto. Artigos da Revista do TCU explicam como essa modalidade fomenta uma disputa transparente e aberta, especialmente em negócios envolvendo empresas privadas.
Diálogo competitivo: solução inovadora para demandas complexas
O diálogo competitivo surgiu com a nova lei de licitações e se aplica quando a administração não sabe, de início, como definir as especificações da contratação. Neste modelo, a administração dialoga com os candidatos para buscar propostas realmente inovadoras, adequado para projetos de alta complexidade técnica. Após uma fase de diálogos, os concorrentes apresentam ofertas finais. O critério de julgamento pode variar, priorizando soluções eficazes para o interesse público.
Critérios de julgamento: como a escolha é feita
Os critérios de julgamento em licitações públicas são previstos pelo art. 33 da Lei nº 14.133/2021. Cada modalidade pode adotar um ou mais destes:
Menor preço: vence quem apresentar a proposta de menor valor.
Melhor técnica: prioriza a qualidade técnica sobre preço.
Técnica e preço: combinação dos dois critérios.
Maior lance: utilizado em leilões e alienações.
Maior retorno econômico: presente em contratos de eficiência.
Critérios claros garantem justiça na disputa.
Etapas do processo licitatório: do planejamento ao contrato
Participar de licitações no Brasil exige atenção à sequência de etapas oficiais. Confira um passo a passo resumido:
Planejamento: identificação da necessidade e definição do objeto a ser contratado.
Edital: publicação das regras e exigências para participação.
Habilitação: análise dos documentos das empresas interessadas para verificar se atendem aos requisitos legais.
Julgamento: avaliação das propostas (preço, técnica, etc.) conforme o critério definido.
Homologação: confirmação, pela autoridade competente, do resultado do julgamento.
Contratação: assinatura do contrato e início da execução.
Organização é o segredo para não perder prazos nem oportunidades.
Dicas para empresas: como participar de licitações públicas?
Já imaginou sua empresa sendo fornecedora do governo? Quem deseja ter sucesso nesse universo pode seguir alguns caminhos simples:
Leia atentamente os editais e manuais de participação.
Faça cadastro e pesquise oportunidades no portal Compras.gov.br, com informações sobre licitações abertas.
Mantenha a documentação sempre atualizada e em fácil acesso.
Busque orientação especializada da LicitEduca, que te ajuda a entender o processo, evitar erros e ganhar tempo.
Acompanhe as normas e mudanças constantes através de canais oficiais e do Portal da Transparência.
Informação e orientação são o diferencial para vencer contratos públicos.
Conclusão
Ao conhecer os principais modelos aplicados nas licitações públicas no Brasil, concorrência, pregão, concurso, leilão e diálogo competitivo, as empresas podem planejar melhor sua participação. A nova lei trouxe modernização e clareza às regras, ampliando o espaço para atuação de quem quer conquistar novos mercados e crescer. Respeitar as etapas e manter-se atualizado são atitudes que fazem a diferença para quem deseja profissionalizar sua venda para o governo. A LicitEduca está pronta para apoiar organizações nessa jornada, tornando tudo mais simples e direto. Quer começar a vender para o governo? Conheça nossos serviços de consultoria em licitações e tire todas as suas dúvidas.
Perguntas frequentes sobre tipos de licitação
Quais as diferenças entre modalidades de licitação?
Cada modalidade de licitação segue normas próprias quanto a prazos, participação e critérios de julgamento. Por exemplo, o pregão é usado para bens comuns e prioriza agilidade, enquanto a concorrência se aplica a contratos de grande porte e exige mais etapas. O leilão é direcionado à venda de bens, e o diálogo competitivo foca soluções inovadoras para demandas complexas.
Como escolher o tipo de licitação ideal?
A administração pública define a modalidade de acordo com o objeto da contratação e os valores envolvidos, conforme parâmetros legais. Já as empresas devem analisar o edital, suas condições e experiência prévia para identificar em qual modelo podem obter melhores resultados. Procurar apoio de especialistas pode ajudar a encontrar o encaixe ideal entre possibilidade e oportunidade.
Quais regras principais de cada licitação?
Cada um dos modelos segue diretrizes específicas. Concorrência exige ampla publicidade e documentação detalhada; pregão foca agilidade e preço mais baixo; concurso valoriza melhor técnica; leilão adota o maior lance; diálogo competitivo permite fase de conversas entre participantes e o órgão público. Tudo isso está previsto na Lei nº 14.133/2021.
Para que servem as licitações no Brasil?
Licitações servem para garantir que a escolha de fornecedores, obras e serviços para o setor público seja feita com igualdade, transparência e melhor uso dos recursos públicos. Elas promovem a competitividade e permitem que pequenas, médias e grandes empresas participem sob condições claras, fortalecendo o mercado e o interesse coletivo.



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