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Vendas B2G: Como Empresas Podem Lucrar com Licitações Públicas

  • Foto do escritor: Lici
    Lici
  • 20 de out. de 2025
  • 7 min de leitura

Existe um caminho pouco explorado por muitas empresas que buscam crescer de modo consistente: a venda para governos. Trata-se de um universo com regras próprias, desafios e oportunidades. O interesse nesse setor, conhecido pelas empresas como relacionamento com o poder público, cresce ano a ano, especialmente em momentos de recuperação econômica ou aumento do investimento público.

O governo é, frequentemente, o maior comprador do país.

Mas afinal, por que tantas empresas ainda não se arriscam no mercado governamental? E aquelas que tentam, por onde começam? A seguir, este artigo vai mostrar como qualquer empresa, da pequena à grande, pode competir e lucrar participando de licitações públicas, aproveitando as oportunidades do ambiente B2G.


O que é B2G e como se diferencia do B2B?


Muitos empresários reagem com dúvida ao ouvir a expressão "vendas B2G". Ela significa Business to Government, ou seja, a relação comercial entre empresas e órgãos do setor público.

Enquanto no B2B (Business to Business) a negociação envolve fornecedores e outras empresas privadas, no B2G o processo se faz entre companhias e entes governamentais – prefeituras, estados, autarquias ou o Governo Federal.

  • No B2B, contratos são fechados mediante propostas comerciais e acordos diretos.

  • No mundo B2G, a regra é a licitação: um processo aberto, com regras de disputa pública e ampla concorrência.

Há quem afirme que vender para o governo é complicado, repleto de burocracias, mas é preciso reconhecer: os valores envolvidos e a estabilidade dos contratos fazem valer o esforço.


O tamanho do mercado público no Brasil


Antes de continuar, há um dado importante: em 2023, o investimento público dos governos e empresas públicas federais atingiu 2,61% do PIB nacional, segundo uma análise do Observatório de Política Fiscal. Isso representa bilhões de reais movimentados em obras, serviços, tecnologia, compras e aluguel de equipamentos, alimentação, transporte e muito mais.

Basta lembrar que órgãos públicos estão presentes em cada município, atuando da saúde à educação, da segurança às áreas de tecnologia e infraestrutura urbana.


Como funciona o processo de vendas para o governo?


Vender para órgãos públicos exige seguir etapas claras, que podem assustar no começo. Mas empresas que se organizam e aprendem os passos relatam que, depois do caminho inicial, tudo passa a ser mais simples.


1. Identificação de oportunidades


Tudo começa acompanhando a publicação dos editais. Diariamente, governos municipais, estaduais e federal divulgam centenas de licitações para aquisição de bens, prestação de serviços, contratação de soluções tecnológicas, obras e manutenção.

  • Portais oficiais de compras públicas reúnem editais de licitação abertos.

  • Alertas e newsletters podem ajudar a não perder prazos valiosos.

Neste momento, empresas precisam entender quais editais são de interesse e se encaixam em sua capacidade técnica e financeira.


2. Preparação documental


Ao decidir participar de uma concorrência pública, a empresa deve reunir toda a documentação exigida no edital. Isso inclui:

  • Certidões negativas (federal, estadual, municipal)

  • Comprovação fiscal e trabalhista em dia

  • Prova de regularidade com a seguridade social

  • Documentos de habilitação técnica e jurídica

Os editais, geralmente, trazem uma relação detalhada. Por isso, a fase de triagem documental é uma das mais importantes para evitar desclassificações por detalhes.


3. Participação nas licitações


Com a documentação organizada, chega o momento de disputar. A licitação pode seguir diferentes modalidades:

  • Pregão eletrônico: bastante comum para aquisições de bens e serviços comuns.

  • Tomada de preços e concorrência: geralmente usadas em obras e contratos de maior valor.

A disputa pode ocorrer de forma totalmente virtual (na maioria dos casos), com lances em tempo real, ou presencial, em sessões públicas. Aqui, conhecer técnicas de negociação e a própria dinâmica dos sistemas eletrônicos faz diferença, e a LicitEduca te ajuda a entender as especificidades e rotinas desse ambiente.


4. Elaboração de propostas


Não basta competir pelo menor preço. O governo avalia fatores como:

  • Preço competitivo

  • Qualidade do produto ou serviço

  • Conformidade com requisitos técnicos

  • Prazos de entrega e garantias

A proposta vitoriosa geralmente alia preço e capacidade de atender ao interesse público, com segurança e regularidade.


5. Execução contratual


Após vencer a disputa, a empresa assina contrato com o órgão público.

Comprometimento e gestão eficiente fazem toda a diferença depois da assinatura.

Entregar exatamente o que o edital pediu, cumprir prazos e manter documentação atualizada são atitudes que estimulam novas oportunidades de fornecimento e criam reputação positiva junto ao setor público.


Leis e normas: o que não pode ser ignorado?


O universo B2G é moldado por leis rígidas. A Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos) é agora a regra para praticamente todas as compras públicas no Brasil, trazendo inovações em transparência, uso de tecnologia e estímulo às pequenas empresas locais.

Existem ainda obrigações fiscais, trabalhistas e ambientais. Por exemplo:

  • Empresas devem manter regularidade tributária e previdenciária durante toda a execução do contrato.

  • Boas práticas de compliance são exigidas, especialmente para contratos de valores mais altos.

Compliance significa adotar políticas internas para garantir o cumprimento da legislação e evitar riscos como corrupção ou fraudes. O governo está cada vez mais rigoroso quanto a esse tema.


Por que vale a pena vender para o governo?


O segmento público pode ser imprevisível em alguns momentos, mas suas vantagens podem transformar o porte de uma empresa. Vale conferir:

  • Contratos geralmente de longo prazo. Isso garante previsibilidade de receita – e, muitas vezes, sem a demora no pagamento que se imagina.

  • Volume financeiro elevado. Muitos contratos superam em muito o ticket médio do mercado privado.

  • Reputação institucional. Fornecer para o governo abre portas na iniciativa privada, pois demonstra capacidade de atender clientes exigentes.

  • Expansão territorial. Uma licitação vencida em outra cidade ou estado pode levar a empresa a novos mercados.

Uma empresa que aprende a entregar para o governo, pode crescer sem limites geográficos.

De acordo com um estudo do FGV IBRE, houve aumento expressivo nas contratações temporárias após a pandemia, especialmente em prefeituras, ampliando oportunidades pontuais para fornecedores de todos os portes.


Como pequenas e médias empresas podem participar?


Muita gente acha que só grandes companhias conseguem fechar contratos públicos. Não é verdade. Desde 2006, a legislação favorece micro e pequenas empresas, criando condições especiais de desempate, lotes exclusivos e até simplificação documental em alguns casos.

Algumas dicas práticas podem aumentar as chances das PMEs:

  • Analisar a cadeia de valor e começar como subfornecedor, ganhando experiência indireta.

  • Buscar cursos, treinamentos e mentorias, como os oferecidos pela LicitEduca, que ensinam desde aspectos documentais até técnicas de negociação em licitações.

  • Fazer parcerias estratégicas (consórcios, associações) para somar forças em licitações de maior porte.

  • Manter organização rigorosa dos documentos e atualizações cadastrais.

  • Controlar margens de desconto para não comprometer a sustentabilidade financeira.

  • Antecipar riscos: atrasos em entregas ou falhas contratuais podem minar a reputação e eliminar a empresa de editais futuros.


Principais segmentos com demanda pública


Nem todo setor é igualmente municiado pelo governo, mas há áreas onde a demanda estatal é constante:

  • Alimentação escolar e hospitalar;

  • Material de informática e equipamentos eletrônicos;

  • Construção civil e manutenção predial;

  • Vestuário, uniformes e EPIs;

  • Farmacêutico e saúde;

  • Serviços de limpeza e terceirização geral;

  • Locação de veículos e transporte;

  • Consultoria técnica e treinamento;

  • Mobiliário, papelaria e suprimentos de escritório.

Onde há governo, há oportunidades de fornecimento.

Novos nichos também surgem, especialmente com a digitalização dos serviços públicos. Segundo um levantamento do BID divulgado pelo governo federal, 66,3% dos adultos brasileiros usaram ao menos um serviço público digital em 2024, exigindo soluções inovadoras, softwares, plataformas e infraestrutura de dados.


O papel do acompanhamento e da inovação


Empresas bem-sucedidas nesse mercado não param de crescer quando conquistam seu primeiro contrato. Elas buscam sempre:

  • Monitorar editais regularmente.

  • Investir em automação para ganhar agilidade na análise dos documentos e fases da licitação, como destacado pelo estudo da FGV Projetos sobre uso de teoria dos leilões e Big Data nas compras governamentais.

  • Capacitar a equipe sobre as atualizações legislativas e boas práticas de compliance.

  • Adotar cultura de inovação: novos produtos ou formas de atendimento valorizam a proposta junto ao governo.

Vale mencionar também que, acompanhando as tendências do comércio digital, o levantamento do IBRE mostra como as vendas online atingiram patamares históricos no Brasil, beneficiando inclusive setores que passaram a fornecer soluções digitais aos órgãos públicos.


Conclusão


O caminho para crescer com as vendas para órgãos públicos permanece aberto a todas as empresas, desde que estejam dispostas a vencer mitos e se preparar para as particularidades desse ambiente.

Ao compreender as diferenças do ciclo de vendas governamental, ajustar processos internos e investir em capacitação, empresários podem acessar oportunidades antes restritas a poucos grupos. Projetos como a LicitEduca existem justamente para dar suporte prático e treinamento, democratizando o acesso de pequenas e médias empresas ao universo das licitações. Com orientação, visão estratégica e inovação, qualquer empresa pode se beneficiar do relacionamento com o setor público.

Para tornar sua empresa mais competitiva e explorar todo o potencial do mercado B2G, vale conhecer de perto os serviços e treinamentos oferecidos pela LicitEduca. Entre em contato e descubra como transformar oportunidades em resultados concretos.


Perguntas frequentes sobre vendas B2G



O que são vendas B2G?


Vendas B2G são aquelas realizadas por empresas para órgãos do setor público, como prefeituras, governos estaduais, órgãos federais e autarquias. O processo, diferente das relações comerciais privadas, se dá principalmente por meio de licitações e contratos públicos, seguindo regras e exigências legais específicas.


Como participar de licitações públicas?


Para participar de licitações públicas, a empresa precisa acompanhar editais nos portais oficiais, reunir a documentação exigida, preparar uma proposta em conformidade e submeter sua participação dentro do prazo. É importante conhecer a legislação, manter certidões em dia e, se necessário, buscar apoio especializado como o oferecido pela LicitEduca, para evitar erros comuns e aumentar as chances de êxito.


Vale a pena vender para o governo?


Desde que a empresa esteja preparada e calcule os riscos corretamente, vender para o governo pode representar contratos de médio e longo prazo, maior visibilidade institucional e receitas expressivas, compensando os esforços com a burocracia e os prazos.


Quais empresas podem vender para o governo?


Microempresas, empresas de pequeno, médio ou grande porte podem fornecer para a administração pública, desde que atendam às exigências legais. Pequenas e médias empresas contam com tratamento diferenciado previsto em lei, como lotes exclusivos e condições simplificadas em algumas licitações.


Como encontrar editais de licitação?


Editais são publicados diariamente em portais oficiais de compras dos governos federal, estaduais e municipais. Existem ferramentas de alerta, newsletters e sistemas eletrônicos que ajudam empresas a monitorar as oportunidades. Sites estaduais de compras, por exemplo, organizam editais por segmento e região, facilitando a busca.

 
 
 

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